com tantos favores em ausencia
com tantos amores de penitencia
agonizo no silencio das minhas ansiedades
agonia e prazer
comparações das noites mal dormidas
oras por solidão
oras por boemias de exagero
o crescimento dos homens
transparece em suas ilusões e desilusões
imaginar, buscar e viver uma paixão
fato interno preocupante
fato externo degradante
a boca profana o desejo dos homens
a self não desenvolvida da mulher
esta mergulhada na sua vaidade
e na sua tola inocencia
os sentimentos se tornam peças no tabuleiro
e o jogo da vida, muitas vezes mediocremente
é contemplar uma vitória solitária
o meu momento é sem jogos
o meu momento é de tiro ao alvo
ou mata-se ou se é morto
seja um sentimento
racional ou emocional
seja um pensamento
positivo ou negativo
o meu peito é um campo de batalha
e a minha guerra se tornou silenciosa
preciso das minhas mentiras
eu as conto a mim mesmo, isso me basta
eu escondo as minhas verdades
escondo no peito de quem possivelmente
deve me trair
o meu orgulho, é o meu cajado
e nele deposito os meus desejos
não há derrotas
não há fugas
estou de frente ao perigo
estou de frente ao inimigo
o espelho não se quebrará
meu corpo esta dolorido
assim como meu peito
estou amortecido
coloquei meu filho pra dormir
e chorei bem baixinho
é o ultimo domingo
em que ele dorme comigo
é preciso ter fé
queria minha mãe
preciso de carinho
o gigante esta caido
fecho meus olhos e imagino uma saudade
minha mochila, minhas pequenas vaidades
uma lagrima que não cessa, ela não para
ela vive na espera
espera os segundos da surpresa
detalhes do mestre tempo.
repouso essa saudade no doce dos rios
rios que são o espelho dos novos velhos arquétipos
no meu peito também corre esse rio
ele acompanha essa canção
como um surdo de samba
uma cuica chorosa
que lamenta a saudade
meu coração é um barco velho
um pesqueiro carregado de sonhos
do seu fundo retiro o que posso
aquilo que sozinho posso levantar
não há muito,
é preciso ter fé
é tristeza poderosa, que me não deixa sofrer demais
é preciso trabalhar
é justiça silenciosa, que se espalha sem triunfo
é primavera seca
é grito sem explicação
é vazio
é canto de baladeira
é saudade da minha rua
aquele que é meu rio
muitos olhos me encaram
declamam raiva e poesia
mil palavras de amor para mim
mil tempos sem fim
…e eu te lanço
do meu abraço
das minhas mãos
do dic ao espaço
eu não me canso
e é tudo invenção
uma dose de ingratidão
um rascunho escarrado
o erro de um peito
sem rima
tipo suspeito
Encruzilhada na terra do meio, onde passa o Equador.
Estava em Macapa por um trampo pela Rede Mocambos e Ministerio, e entre batucadas, banhos de rio e oficinas, fui convidado a conhecer um espaço novo chamado Espaço Aberto. Uma figura local chamada Becky, uma linda cantora india-preta, havia me dado o papo, ela é cockpit da cena.
Festa de estilos variados, o Mc da festa, um coroa, provavelmente dono do som, parecia estar diante do SUPER POP, cliche local das aparelhagens do norte, que na sua empolgação; bandas de rock, experimentos sonoros e musicos no estilo sampa-pop-art transformava a sexta num ambiente dos lokos, loko do role, loko de macapa, loko de chuva e loko por qualquer coisa estranha e saborosa no meio do mundo….
Um casal, que eu ja havia visto num role, nesses picos de banho de rio, colaram na festa, eram paulistas brancos e estavam acompanhados de Jorge e Felipe, dois negões filhos do Ivamar, negro coroa dos antigos corres em sampa em que meu Mestre TC e ele, estava na mesma missão com mais um monte de man@s, nitido que uns pensando, uns agindo, uns tomando espaços, uns projetando-se para um futuro seguro…hehehe…. e por ai vai…a fita não era mar de rosas não…e nem é…..
Marcel e Vivi já estavam no role já fazia uns dias e ali na mesa do buteco da baladinha, desenrolamos as identificações sonoras, varios man@s em comum, pesquisas, e por ai vai….o mano tinha uma coleção de MP3 invejavel, juntos, fizemos mais um rolê antes de eu, voltar para casa. Eles estavam descendo pra Salvador, e iriam passar em Belém, e deixei disponivel minha casa para uma dormida de uns dias.
Isso é uma coisa que aprendi só aqui na amazonia, ter o sexto sentido plugado e botar fé nas amizades aparentes. Aqui na amazonia, basta um gancho pra atar sua baladeira e o bonde da vida segue suave, aqui as pessoas tem pouco receio de serem solidarias, sem pensar em grana ou consciencia limpa….ta ligado que isso rende assunto e espaços sorteados na consciencia onipresente de algumas religiões…..enfim…
Os man@s colaram e pude ser solidario da melhor maneira possivel, levei eles pra comerem um peixe com açai no Ver-o-Peso e tomar uma pá de gelada e de sequencia, ver a bomba gastronomica fazer efeito rapidim. A chuvinha da Amazonafrica-Belénzinha se encarregou de fazer companhia pra trilha sonora pós almoço seguido da chamada momó.
No outro dia eles ja iriam partir e a missão era ver o Timão jogar por ela e curtir um reggae por ele.
Na espera do jogo os man@s apresentaram um material bem massa sobre o DVD do Crioulo Doido, fiquei impressionado, eu já tinha ouvido o som dele, mais não tinha visto a lata. O mano parece arabe, pique Taliban, imagem e letra, agressidade e sutileza….frase de efeito fudida…”deus não paga pau pros lokes…”…foda essa parte…
Fim do jogo, Timão com a taça e já estavamos no Porto Solamar, onde os corpos do norte desnorteiam nos pobres sudestinos ausentes de bem próximo calor humano, mesmo depois de quatro anos ainda me admiro com tanta sensualidade, cabivel entre um baixo e um bumbo marcado, entre uma cintura e mil beijos roubados.
Foi bom sacar o casal, os man@s estão pela gente, mais olhar pra eles me fez lembrar o quanto gosto daqui pra continar dando valor nas coisas boas de lá. Foi bom ver também que preciso correr mais, minha velocidade não esta agradando, os meus anjos andam me tirando o sono, perco as horas em devaneios e sonhos, fumaças e promessas…desatenções….
” Eu to falando é de atenção , que da cola ao coração
E faz marmanjo chorar , se faltar , um simples sorriso , as vezes um olhar..”
A caminhada continua….aperte o play…..
Obs: Não se incomode, acho importante identificar a etnia das pessoas que são chave da idéia que escrevo, vai te fazer perceber o porque, ai dentro, dentro de ti, tu vai perceber..ou não…..já não decido por vc, quem sabe depois de uns 1000 posts podemos até fazer uma estatistica, aprender a aprender essa é a chave, me disse um velho amigo, mais ele era preto e isso teve e tem um peso nesse mundão….”..só quem é…”
Salve, salve…tem uns dias já que quero escrever, alguma coisa, qualquer coisa de sentido, tenho escrito muito para os outros e paras as outras, sabe como é, off-lines e on-lines, uma certa vida de ” mensageiros instantaneos “…..
Atento, tento, pareço e preciso ser sincero, to ligado que isso incomoda um pouco umas pessoas piram no que eu posso escrever, descrever, demonstrar….vivemos o tempo em que o afeto é vigiado, nosso excesso querer de poder ultrapassa os limites do simples, do natural…..
Umas semanas atrás, falava com uma amiga sobre ter passado uma semana com meu filho num terreiro, não sobre um terreiro muito comum, era uma casa, definitivamente uma Casa Preta que havia hábitos, gestos, palavras, comidas, tudo que fosse africano ou “ascendentemente” africano.
Pra ela eu descrevia ou melhor, viajava, de como significava uma semana na mata, uma natureza, uma cachoeira e ai ela me disse:
- Tadinho!!! (fiquei imaginando a voz fina)
- Muito Novinho!!!!!!Como você faz isso com ele!??
Puts, é foda, quando falo de terreiro e de criança penso em anjos, pret@s, penso que são uma especie rara de lugar, gente e amor, amor que trabalha e evolui, troca e dilui, carinho, poesia e comunhão, coisas possiveis e naturais, que somente a terra pode lhe dar, florestas, folhas, matas, perfumes, aguas e cheiros. Penso que anjos se fazem gigantes quando entregues ao caminho natural, ao caminho do homem natural, etc, etc, etc. ..Mano, quanta treta, ela mal entendeu o que eu disse ou o que significava pra mim estar num terreiro, seja ele qual fosse e logo me disse:
- Eu não acredito nisso!
Bom, ai eu disse….Não. Não disse nada, não perdi meu tempo, infelizmente entendi que perdemos essa irmã. Mesmo ela sendo negra, linda, inteligente e uma jovem que alisa o cabelo e tals, ela está em busca da beleza negra, mais não está em busca da sua origem.
Você deve achar minha escrita cheia de equivocos, porém discutir negritude num país que em 1854 havia um decreto que não podia aceitar negros em escolas publicas e que 1878 , negros só podiam estudar no periodo noturno, tu vai perceber que a caminhada é bem dura
Vou tentar abordar mais dessa missão aki nesse blog….meio pessoal, mais politico….deixarei certos jogos de amor no fotolog…to precisando demais desabafar…..
o grande leão pode ser derrubado, isso mesmo, ele pode cair, te juro!
pode até morrer afogado no seu oceano interno…
ele possui um oceano dentro de si
navega-lo é preciso assim como morrer é certo
viver em seguida é o risco de se manter em pé
como será amar o inimigo,
o grande leão mal cabe em seu proprio peito
não desiste
e persiste
continua a jornada e ve os dias passarem
observa e percebe
cristos pretos,
morrem todos os dias
ele se importa
o grande leão acredita em promessas e juras
o grande leão também sabe chorar
ele aprendeu com a chuva
aquela que cai todos os dias
a liberdade é o nome da sua juba
o peso delas
é o peso de caminhar só
se deixa sementes por onde se passa
mais o peso
ainda é o de estar só
vem me dizer o que quero ouvir
vem me dizer que o rei esta aqui
cai lagrima a toa
és a minha razão
és o meu peito carregado
seguro na sua mão
entrego meu mundo
saudades…..
diz
mente
dissente
não mais aderente
o olho da alma ausente
ocidente presente
deprimente
saudade?
quem sabe onde nasceu o oriente??
esquece!
verdade solida e presente
questão de olhar, verdade da gente
até o sol nascente
não entende
não sente
diretamente da verdade
seria suficiente…
passo adiante
musica sempre ambiente
copo na mesa
lembrança da gente
africano !!! se oriente…
gentilidade do mundão em testar a minha fé
gentilidade em olhar no olho e saber o que quer
o ambiente é perigoso, segue a marcha do destino
resta apenas o meu escudo africano
a minha mente que voa e tem mil planos
e o sono que vem a pé,
a mãe e o pai maior me chama
a vida do justo na quebrada se soma
um rei precisa se criar
devagar com o meu tempo
e o seu desejo
em romper com a rotina
e brincar de fazer rima
na rua, ontem criado
agora tem sua cria
aceno para o fogo
levo as sementes
peço proteção
antes de sair de casa
pego a minha guia
minha baqueta
minha toca
meu tambor,
seguro na sua mão
o mestre diz que é tempo de revelação
mais nem sempre é bom, nem sempre agrada.
o mundão se planeja, quer meu fim,
ele se revela, por ele, para mim.
eu saio da janela,
a rua me chama,
a estrada me ama,
coração vadio, vandalo, responsa vagueia e clama.
a vida me norteia,
norte minha saudade, minha teia
movimento
de coma
respirando como escravo e rosa
de cama.
um terço, um acorde, meu acordo forte
morte e vida, vida e morte.
a areia do tempo se move
se transforma no paradigma das alquimias
onde tudo que sobe, é o mesmo que desce
e o que esta no alto é o mesmo que está embaixo.
na busca, ainda no tempo, ainda no jogo
o breu que refletias, ancestrais, e guias
o caminho se abre e lhe sente
segue a regra necessária de ifá e exú
o herói entre a esperança e a matança,
da hipocrisia de pertencer ao ciclo dessa dança
o ladrão sem maldade, o coração e a vaidade
a nobreza em assumir sua verdade
em terras e linguas que foram tomadas
de corpos e pensamento violados
mais nossa alma não foi levada
é branca a cor da paz calada
a coroa se fez e se faz negra
meu compromisso, meu filho
determinado.
aqui na selva cinza
louco de pedra e cimento
respiro, sigo e observo
de dentro
do movimento
da curva
do abraço
da necessidade
de sentir e querer amor
vivo o tempo do sem tempo
vivo o instante da fé e da dor
sei que o medo norteia e se mistura
entre o segredo e a verdade…
…aceita uma flor?
mais não esqueço
a origem
o sangue
a batalha
a pele de quem fere
e de quem é ferido
do beijo da morte
do beijo esquecido
vivo meu tempo de guerra
vivo meu tempo de morte
vida-morte-vida
meu esqueleto mulher suicida
arquétipo psico-coisa
livro e amor de um beijo roubado
no instante, na estante
que ela se decida
quanto vale, pesa ou reza
qualquer vaidade ou necessidade
que me faz
que te faz
peito amazonida
então….
meio sem fala
meio sem jeito
meio sem saber
sem olhar
mais…..
certeza no sentir
certeza no saber
tempo curto
tempo bom
beijo longo
beijo curto
calor na imensidão
o pensamento
o momento
o coração bate pesado
forte por dentro
coisas
nossas coisas
nossas causas
nossos casos
nosso silêncio
nossa vida
nossas vidas
segue o cortejo
e boa fé
de boa lembrança
de boa história
de boa memória
no peito
no feito
da alma dizer
e são tantas coisas…
que preciso demais desabafar
ouvir aquele som que na batida repetida
ainda que midia-sem-ativa me faz pensar
no compasso desse passo, nesse lapso de fumaça
não consigo mais nada, além de caminhar
uso da palavra do vazio que meu amigo silencio aos finais de semana quer me soprar
trazido do alto, pelo rio sem margem, do meu banzo de(mente)
uma oração a mãe preta, meu solo sagrado, o menino sente
soul queria demais desabafar…
longe demais do meu novo coração
longe demais da minha mais nova criação
espero a cada dia o tempo me abater e me carregar em sua mão
que ele me compense cada sorriso e cada choro que perdi
até o tempo voltar a ter ternura,
onde não preciso mais partir
te apresento ao mundo
nada é maior que você
meu viver é o seu existir
eu contigo, tu comigo
é só sentir….